30 de março de 2010




Nessas horas, diante da impossibilidade de abrir a porta e fugir, respiro fundo, coloco os fones de ouvido e fico vendo a sombra que o sol faz nas árvores dos canteiros, as pichações nos viadutos, os que esperam o ônibus pro trabalho.. E coloco mais uma camada na minha concha de isolamento, não olho pra trás e não desejo bom dia.

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